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Em larga escala


Conheça a linha de montagem da Honda, em Manaus (AM), de onde saem mais de 5.000 motocicletas por dia, somando quase 1,5 milhão de motos produzidas neste ano


O complexo industrial que hoje ocupa um terreno de 661 mil m² com cerca de 200 mil m² de área construída no Pólo Industrial de Manaus (AM) pouco lembra a Honda que ali se instalou há mais de 31 anos - exatamente em 4 de novembro de 1976. Na época, a marca japonesa produzia cerca de 1.100 unidades por mês - atualmente essa quantia não representa nem um quarto do que é fabricado diariamente. Todos os dias cerca de 6.000 motocicletas saem das quatro linhas de montagem - onde são produzidos 14 modelos para o mercado nacional e outros para exportação.

Em 2007, a Honda fabricou cerca de 1.400.000 unidades, número bem próximo do limite de 1,5 milhão. Por isso, no primeiro trimestre deste ano devem ser anunciados investimentos para ampliar a capacidade produtiva da planta de Manaus em 2009.

Da produção total, 1.214.999 unidades foram comercializadas no mercado interno entre janeiro e novembro do ano passado. Já o restante, cerca de 100.000 unidades de 12 modelos foram exportadas para mais de 60 países - alguns prontos e outros no esquema de CKD (Completely Knocked Down), ou seja, vão desmontados para países como Colômbia, Peru e Argentina.

Os números colocam a planta brasileira entre as cinco maiores de todo o grupo japonês e também como uma das maiores fábricas de motos do planeta.



Uma fábrica de fato
Pela falta de fornecedores, desde o princípio a empresa se viu obrigada a verticalizar a produção. Além da Moto Honda da Amazônia, o complexo abriga a Honda Componentes da Amazônia (HCA), que fabrica escapamentos, rodas, guidões, chassis, rolamentos e assentos, e também a HTA, indústria de fabricação e manutenção de moldes e ferramentas de produção, onde são feitos moldes para peças e ferramiolo18 mental para o fabrico de motocicletas. "Costumamos dizer que não somos uma montadora, somos um fabricante de fato", afirma Mário Okubo, gerente de relações institucionais da Moto Honda da Amazônia.

Para que todo esse complexo funcione, a empresa conta com 8.300 empregados na capital amazonense. Na área também está instalado um Centro de Distribuição de Peças para a própria unidade fabril, assim como para as 658 concessionárias da marca espalhadas pelo Brasil. Neste Centro há uma área dedicada exclusivamente à armazenagem de pneus Pirelli, afinal praticamente todos os modelos Honda vendidos no mercado nacional saem de fábrica calçados com os pneus da marca, fabricados no Brasil.



Campo de teste
Além da planta produtiva, a Honda conta com um campo de testes no município de Rio Preto da Eva, a 70km de Manaus, inaugurada em janeiro de 2003. Com 10 diferentes tipos de pistas, encontradas nas vias brasileiras, o campo serve para o desenvolvimento de novos produtos e também para o controle de qualidade dos modelos em produção.

Há uma pista plana e reta de asfalto com cerca de 1.500 m de extensão para testes de velocidade máxima, aceleração, consumo, ciclística e frenagem. Recentemente foi inaugurado um circuito com curvas e subidas para simular o uso urbano das motocicletas. Dessa forma, os testes ficam mais próximos do uso final da motocicleta pelo usuário.

O local ainda abriga uma pista de motocross e outra de crosscountry para os testes dos modelos off-road e de uso misto produzidos no Brasil, como a CRF 230 e a XR 250 Tornado.

Green Factory
No campo de provas está localizado também o projeto agrícola e de preservação ambiental da marca, de acordo com o programa Green Factory (fábrica ecológica) que é aplicado nas unidades da Honda em todo o mundo. Com o objetivo de preservar árvores e espécies ameaçadas, a marca reservou uma área de mil hectares - sendo 580 para preservação ambiental, 197 de reflorestamento e outros 69 hectares de plantio de árvores frutíferas, cuja produção é doada a instituições de assistência da região.

Outra iniciativa do programa foi a Estação de Tratamento de Efluentes, junto à planta produtiva de Manaus. Em uma área de 250 m², são tratados diariamente 2.250 m³ de efluentes biológicos e industriais. A empresa conta ainda com um programa de reaproveitamento de materiais. Das 2.580 toneladas mensais resultantes da fabricação de motocicletas, 95% são recicladas, 3% incineradas na própria fábrica e apenas 2% são destinadas aos aterros municipais.
 
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